Coletiva

Secretária de Estado da Cultura faz balanço e projeto nova gestão

Na manhã desta terça-feira (28), Beatriz Araujo revelou que pasta deve gerir mais de R$263 milhões em recursos

Solagem Brum/Ascom/Sedac - Especial DP - Equipe da Secretaria participou da coletiva

Em coletiva virtual, na manhã desta terça-feira (28), a secretária de Estado da Cultura (Sedac), Beatriz Araujo, fez um balanço da sua primeira gestão à frente da Secretaria, entre 2019 e 2022, além de apresentar o novo organograma e fazer projeções para os próximos quatro anos. Neste ano a Sedac deverá ter disponível o valor de R$263,4 milhões em recursos oriundos da Lei de Incentivo à Cultura (LIC), Fundo de Apoio à Cultura e das leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc.

Junto com sua equipe de trabalho, Beatriz Araujo, ao lado da secretária adjunta e diretora-geral, Gabriella Meindrad, também reconduzida ao cargo, abriu a coletiva lembrando o desafio de remontar a Secretaria de Cultura, que havia sido transformada em pasta, juntamente com o Turismo, Esporte e Lazer. A secretária lembrou que recebeu a pasta com um fomento de R$35 milhões no primeiro ano e que finalizou a gestão em 2022, com R$70 milhões em recursos.

Para o novo ciclo, Beatriz falou sobre a criação do Departamento de Livro, Leitura e Literatura, que começou a funcionar este mês sob a direção de Benhur Bortolotto. O próprio diretor abordou os direcionamentos que pretende dar. “Estamos articulando junto às nossas diretoras da Biblioteca Pública do Estado e do Instituto Estadual do livro (IEL), um conjunto de ações.”

O objetivo é explorar estes equipamentos da Sedac e direcionar a vocação deles, com a proposta que, tanto a Biblioteca Pública, quanto às bibliotecas de bairros, sejam centros culturais muito ativos. “A Biblioteca Pública do Estado produzindo conhecimento e as de bairro sendo centros de cidadania e educação com capacidade pedagógica, com formação de leitores e mediadores de leitura e o nosso IEL deve alcançar todas as nove regiões funcionais do Estado, atuando com os municípios, com o Sistema Estadual de Cultura, mapeando as feiras do livro, um segmento muito importante da economia criativa”, disse.

Na proposta apresentada o IEL desenvolverá políticas públicas voltadas para essas feiras e todo o mercado que se beneficia com esses eventos, desde a produção dos livros até o livreiro, tendo como foco os estudantes. “Para que as políticas públicas possam não só enriquecer o acervo literário do Rio Grande do Sul, preservando e difundindo esse acervo, mas também atuando onde a literatura possa atuar na formação de cidadãos”, afirmou Bortolotto.


Parcerias  

Sobre as ações destes próximos quatro anos a secretária confirmou a realização de novas parcerias para que o sistema possa alcançar agentes culturais que estão na informalidade ou, por algum motivo não conseguem acessar editais.

Entre os parceiros estão o RS Seguro e a Central Única das Favelas. Outra novidade é a realização da Expo Favela, em agosto. Beatriz contou que durante o South Summit conversou com o criador da Expo Favela, Celso Ataíde, solicitando a realização do evento no Rio Grande do Sul. “Nós conseguimos e estamos trabalhando, mas não vai se resumir a essa atuação, vamos trabalhar fortemente em busca de parcerias, com chamadas públicas, de forma que possamos ter maior capilaridade.”

Avançar na Cultura
Outra marca da primeira gestão de Beatriz à frente da Sedac foram os investimentos do governo do Estado por meio do programa Avançar na Cultura, lançado em 2021. Ainda em execução, contempla um total de R$ 112 milhões, sendo a maior fatia (R$ 36 milhões) para a realização de melhorias nas 28 instituições vinculadas à Sedac – localizadas na capital e no interior (Taquara, Arroio dos Ratos, Piratini e Cristal).


Entre as obras entregues nos últimos meses, estão as reformas do prédio e a restauração do hall do Museu Julio de Castilhos; e a revitalização do prédio da Biblioteca Pública do Estado (BPE), com pintura completa da fachada e restauração de murais decorativos originais. “Todas as instituições da Sedac passaram ou vão passar pelo processo de revitalização. Isso garante a prestação de melhores serviços à sociedade, respeito à cultura e dignidade aos trabalhadores do setor”, explicou Beatriz.




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